sábado, 23 de abril de 2011

DIREITOS QUE O BRASILEIRO NÃO CONHECE


Já afirmei antes e repito, o objetivo maior deste blog é falar de pescarias e tudo que se refira á mesma, entretanto, quando encontro alguma matéria de utilidade pública, não declino da oportunidade de reproduzí-la:
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Autor do artigo: Rizzatto Nunes
Mestre e doutor em Filosofia do Direito - Direito do Consumidor- Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A responsabilidade do Estado no caso de acidentes naturais derivados de enchentes e desmoronamentos
As várias tragédias relativas a inundações provocadas por chuvas regulares e previsíveis, assim como por aquelas extraordinárias e também os desmoronamentos de encostas, prédios, casas e o soterramento de pessoas gerando centenas de mortos e feridos, é algo de tamanha gravidade que passou muito da hora da tomada de posição séria pelas autoridades no que diz respeito a ocupação do solo e as necessárias ações preventivas visando a segurança das pessoas e de seu patrimônio. De nada adianta ficar simplesmente acusando as vítimas depois das ocorrências, eis que, certo ou errado, elas já estavam vivendo nos locais conhecidos abertamente. Afinal, as pessoas precisam morar em algum lugar.
É verdade que, quando surgem eventos climáticos não previstos, como, por exemplo, chuvas caindo em quantidades nunca vistas acabam sendo possíveis justificar a tragédia por força do evento natural. Mas, naqueles casos em que os eventos climáticos são corriqueiros, ocorrem na mesma freqüência anual e em quantidades conhecidas de forma antecipada e também nas situações em que a ocupação do solo feita de forma irregular permitia prever a catástrofe, o Estado é responsável pelos danos e deve indenizar as vítimas e familiares. A legislação brasileira é clara a respeito. Faço, pois, na seqüência, um resumo dos direitos envolvidos.
- Responsabilidade civil objetiva
A Constituição Federal estabelece no parágrafo 6 do artigo 37: “A responsabilidade civil objetiva do Estado pelos danos causados às pessoas e seu patrimônio por ação ou omissão de seus agentes. Essa responsabilidade civil objetiva implica em que não se exige prova da culpa do agente público para que a pessoa lesada tenha direito à indenização. Basta a demonstração do nexo de causalidade entre o dano sofrido e a ação ou omissão das autoridades responsáveis.
Anoto que, quando se fala em ação do agente público, isto é, conduta comissiva, está se referindo ao ato praticado que diretamente cause o dano. Nessa hipótese, então, a responsabilidade tem origem na falta de tomada de alguma providência essencial ou ausência de fiscalização adequada e/ou realização de obra considerada indispensável para evitar o dano que vier a ser causado pelo fenômeno da natureza ou outro evento qualquer ou, ainda, interdição do local etc.
Muito bem. Em todos esses casos de inundações, desmoronamentos, soterramentos etc causando a morte e lesando centenas de pessoas o Estado será responsabilizado se ficar demonstrado que ele foi omisso nas ações preventivas que deveria ter tomado. Se, de fato, os agentes públicos deveriam ter agido para evitar as tragédias e não o fizeram, há responsabilidade. Tem-se que apenas demonstrar que a omissão não impediu o dano, vale dizer, a vítima ou seus familiares (em caso de morte) devem demonstrar o dano e a omissão, para ter direito ao recebimento de indenização.
- Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima
Antes de prosseguir, lembro que o Estado não responderá nas hipóteses de caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva da vítima ou terceiros. No entanto, os eventos da natureza que se caracterizam como fortuito são os imprevisíveis, tais como terremotos e maremotos e até mesmo chuvas e tempestades, mas desde que estas ocorram fora do padrão sazonal e conhecido pelos meteorologistas. Reforço esse último aspecto: chuvas sazonais em quantidades previsíveis não constituem caso fortuito porque as autoridades podem tomar as devidas cautelas para evitar ou ao menos minimizar os eventuais danos.
A força maior, como é sabido, é definida como o evento que não se pode impedir, como por exemplo, a eclosão de uma guerra. E a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro, como a própria expressão contempla é causa excludente da responsabilidade estatal porque elimina o nexo de causalidade entre o dano e a ação ou omissão do Estado. Aqui dou ênfase ao que importa: a exclusão do nexo e consequentemente da responsabilidade de indenizar nasce da exclusividade da culpa da vítima ou do terceiro. Se a culpa da vítima for concorrente, ainda assim o Estado responde, embora nesse caso, deva ser levado em consideração o grau da culpa da vítima para fixar-se indenização em valor proporcional. Dou como exemplo de culpa concorrente o da construção de uma casa que exigia a tomada de certas medidas de segurança que foram desprezadas pelo agente de fiscalização e também pela vítima.
- Pensão
Os familiares que são dependentes da pessoa falecida têm direito a uma pensão mensal, que será calculada de acordo com os proventos que ela tinha em vida. Do mesmo modo, a vítima sobrevivente pode pleitear pensão pelo período em que, convalescente, tenha ficado impossibilitado de trabalhar.
- Outros danos materiais
Além da pensão, no cômputo dos danos materiais inclui-se todo tipo de perda relacionada ao evento danoso, tais como, no caso de desmoronamento da habitação, seu preço ou o custo para a construção de uma outra igual e todas as demais perdas efetivamente sofridas relacionadas ao evento. No caso de pessoa falecida, além dessas perdas, cabe pedir também indenização por despesas com locomoção, estadia e alimentação dos familiares que tiveram de cuidar da difícil tarefa de reconhecer o corpo e fazer seu traslado, despesas com o funeral etc.
- Danos morais
Tanto a vítima sobrevivente como os familiares próximos à vítima falecida podem pleitear indenização pelos danos morais sofridos, que no caso dizem respeito ao sofrimento de que padeceram e das seqüelas psicológicas que o evento gerou. O valor dessa indenização será fixado pelo juiz no processo.
De todo modo, é bom deixar consignado que o responsável em indenizar tem o dever de dar toda assistência às famílias das vítimas, inclusive propondo o pagamento de indenizações e pensões. Essa conduta, uma vez realmente adotada, poderá influir numa eventual ação judicial para a fixação da indenização por dano moral. É que, nas variáveis objetivas utilizadas pelo magistrado para fixar a quantia, uma delas é a do aspecto punitivo.
Na verdade, como se sabe aquilo que se chama indenização em matéria de dano moral não é propriamente indenização. Indenizar significa tornar indene, vale dizer, encontrar o valor em dinheiro que corresponda à perda material efetiva; fazer retornar, pois, ao "status quo" anterior. Por exemplo, se a pessoa perdeu seu automóvel, basta saber quanto o mesmo valia e fixar a indenização nesse valor. É um elemento de igualdade, portanto.
Já a "indenização" por dano moral não pretende repor nenhuma perda material ou devolver às coisas ao estado anterior. É impossível reparar o sofrimento pela perda de um ente querido. Desse modo, a indenização por danos morais é, como se diz, satisfativo-punitiva: uma quantia em dinheiro que possa servir de conforto material e ao mesmo tempo punição ao infrator.
Assim, o aspecto punitivo deve ser reforçado quando o causador do dano age com má-fé, intenção de causar o dano, ou regularmente repete os mesmos erros. Todavia, por outro lado, o magistrado deve levar em conta a atitude do causador do dano após a ocorrência do evento. Se ele se comportou adequadamente, como acima referi, então, nesse caso, a seu favor haverá uma atenuante para fixar o "quantum" indenitário em menor valor.

domingo, 17 de abril de 2011

ÉTICA E POLÍTICA BRASILEIRA


Ludimila Coelho Loiola
Publicado 5/05/2008

Reproduzindo

Meu comentário:
O texto a seguir reflete a realidade que vivemos em nossos dias e muito do que consta no mesmo já é de domínio público e minha esperança é que através da leitura do mesmo, a sociedade como um todo, possa mudar sua postura.
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Confirma a autora os conflitos entre a ética e a política, onde este poder, interfere nas relações sociais, deturpando valores morais da sociedade ordeira, através de mentiras e corrpção, pois muitos políticos só procuram autopromoção e manipulação da sociedade. Prova disto, são as rotineiras denúncias de corrupção, deixando a sociedade brasileira perplexa.
Entretanto, parte desta mesma sociedade não reivindica mudanças neste quadro, bem como, em período eleitoral, promessas são feitas, porem não são cumpridas, algumas por “pura falta de interesse” outras por ineficiência ou falta de recursos do Estado.

Breve história de nossa Política:
A República foi instaurada em 1889 e vai até 1964. Podemos dividir essa fase em:
1) de 1889 a 1894, a República dos Marechais;
2) de 1894 a 1930, da convencional retomada do poder pelas oligarquias ao início de ruptura, de 1922 a chamada Revolução de 1930;
3) de 1930 a 1937, uma grande virada, com o governo de Vargas, primeiro como ditadura, depois constitucional, com a pregação das ideologias de direita e esquerda;
4) de 1937 a 1945, o Estado Novo com o corporativismo de Vargas;
5) de 1945 a 1964, (subdividido) com o interregno presidencial de 1949 a 1950, incluindo com a volta de Vargas à presidência, agora eleito, e de 1955 a 1964, com a chamada Era JK, de 1956 a 1961, completada com a instabilidade e a crise de 1961 a 1964, quando a chefia do Estado se conduz com insegurança e termina com o Golpe Militar de 1964, que depõe o governo e instaura outra ordem, na alegada revolução regeneradora dos militares.
Em relação á isto declara a autora:
As movimentações políticas no País desde então:
a)- não levaram em conta a vontade da maioria da população.
b) Sempre foi um poder antiético e elitista, centrado no acúmulo de poder político-econômico nas mãos de poucos cidadãos para o beneficiamento da mesma massa populacional.

CONDUTAS E POSTURAS POLÍTICAS NO BRASIL
Desde o início da República no Brasil, o poder é exercido pelas elites do país e para essas elites ou seja:
1)-.Durante a República Velha (1889 - 1930) acertada a indicação [para a presidência], contudo, isso já equivalia à eleição, de vez que os governos estaduais tinham poder para dirigir as eleições e não hesitavam em manipular os resultados para enquadrá-los nos seus arranjos pré-eleitorais. Com o apoio dos líderes políticos de um número de estados suficiente para assegurar a maioria eleitoral, e o candidato indicado, amparado pelo regime vigente, temia muito pouco a derrota.
2)- À medida que o século XX avançava e as cidades cresciam, a manipulação do eleitorado tornava-se mais difícil. Mas os resultados nas cidades ainda podiam ser neutralizados pelos 'currais' eleitorais dos chefões do interior (conhecidos como "coronéis"), que governavam seus domínios patriarcais com mão de ferro. Se bem que o sistema político de coronelismo estivesse em declínio, como resultado das mudanças econômicas que minavam a tradicional estrutura econômica do atrasado interior brasileiro, ainda era considerado como um fator importante durante as negociações pré-eleitorais de 1929.
3)- Dessa forma, apesar de nas eleições de 1929 Júlio Prestes ter sido o candidato à presidência mais votado, não pode tomar posse. Era mais interessante, do ponto de vista político, que o candidato derrotado, Getulio Vargas, exercesse o poder para garantir que a elite brasileira (composta naquela época principalmente por cafeicultores) continuaria sendo privilegiada.
4)-Essa política de apadrinhamento e coronelismo decorrem até os dias de hoje. O coronelismo ocorre principalmente nas cidades do interior onde a população é mais pobre e carente, tornando-se mais facilmente manipulada.
Os "coronéis" utilizam-se da máquina do poder e da boa fé dos cidadãos para garantir à população residente em seu domínio eleitoral uma educação básica de péssima qualidade, não permitindo a esse povo perceber o seu estado de absoluta alienação.
Realizam alguma obra em favor da população através da troca de favores: o beneficiamento social X o voto. Por não perceberem essa manipulação, os "coronéis" são vistos pelos eleitores como os "bons homens", "aqueles que fazem tudo por nós". Pura ilusão. Não há por que pensar e agir eticamente se dessa forma não haverá retorno financeiro.
Na década de 30 já era evidente a marginalização da sociedade e a discrepância social entre as diferentes camadas populacionais, aumentando cada vez mais o imenso abismo social hoje existente.
A elite brasileira permaneceu diretamente no poder durante toda a república (de 1930 a 1964) nos governos de Getúlio Vargas, Dutra, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart, pois estes presidentes não lutaram efetivamente pelo bem-estar, igualdade, moradia, educação e saúde para a população. Ao contrário, fortaleciam o poder da minoria populacional mais rica.
Após o Golpe Militar (1964), apoiado pela elite, com a passagem dos presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo e Tancredo Neves, percebemos que as diferenças sociais não foram cuidadas nesse período.
As várias políticas econômicas utilizadas no referido momento histórico contribuíram em grande escala para vastos períodos de recessão e o conseqüente empobrecimento da população.
Não havia uma preocupação ética com a população. O próprio Golpe Militar foi uma ação antiética, pois privou toda a população de usufruir dos seus direitos individuais, como o direito de ir e vir, o direito a liberdade de expressão, dentre outros, além da repressão política sofrida pela população em geral.
4. CONCLUSÃO
Conforme pudemos observar acima, o processo político brasileiro, desde o seu início, não se preocupou na prática com princípios éticos e sociais durante a formação da sociedade. Dessa forma, formou-se uma sociedade patriarcal, com uma população pobre, destinada a viver na miséria, e com uma cultura individualista que reflete em todas as áreas de atuação populacional.
De tão acostumado com escândalos políticos, os brasileiros pouco se comovem, e continuam estáticos em relação a todos os impasses provocados pelas políticas elitistas dos governantes.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Falta preparo contra a violência


Este é mais um tema que foge á finalidade deste blog, entretanto, por sua importância, nunca será demais mencioná-lo e até debatê-lo pois afeta á todos, então:
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Leio hoje no jornal a matéria que aborda este tema, diante do ocorrido na tragédia da morte de crianças em colégio do Rio de Janeiro e informa entre outras coisas que:
1)- “ Pesquisa da Unesco de 2006 mostra que 35% dos estudantes e 29% do corpo técnico das escolas, já viram armas em colégios de seis capitais brasileiras, sendo as mais freqüentes: canivetes 22%, facas 13% e 12% de revólveres”.
2)- São os professores que devem ensinar alunos a lidar com as diferenças, pois a violência se manifesta através de ameaças, xingamentos e agressões psicológicas, um retrato do que acontece em sociedade e portanto os educadores estão mal preparados.
Pois bem, cabe-me ainda destacar que a matéria informa que aqui em Curitiba é que existe o maior número de alunos envolvidos na situação acima e a nossa cidade é a segunda capital em agressões por arma de fogo, de acordo com dados do IBGE de 2009.
Mais nem tudo está perdido, pois nos é informado também que 87de nossas escolas municipais tem o programa “ Comunidade Escola”, integrando a comunidade no ambiente escolar, com palestras, reuniões, onde são tratados assuntos tais como o bullying e outros nas conversar com as famílias.
4) Deste ponto em diante vêm à opinião de especialistas afirmando que:
a) É necessária para a mudança do quadro, a capacitação dos professores, usando como fonte diagnósticos e pesquisas;
b) Pois eles e funcionários, não estão capacitados á trabalhar com esta diretriz, portanto é preciso criar espaços para o diálogo entre alunos e ensiná-los á lidar com as diferenças, onde portanto, os professores não precisem arbritar, deixando as partes envolvidas chegar á um consenso.
Ora, francamente este é um quadro evidente em todo nosso País e as recomendações dos especialistas servem para todas escolas e professores.
Por outro lado, sejamos sinceros e realistas, independente da importância de tais recomendações, penso não passar apenas de “balelas”, pois o que realmente pode ajudar á resolver os problemas é em primeira mão e indispensável, á educação das crianças e adolescente na família, portanto, mais uma vez, está se transferindo a responsabilidade unicamente ao professor e educadores.
5)- Dentro deste quadro, veja o que diz a crítica contundente da secretária de educação da APP/Pr:
a)- “A formação de professores hoje em dia, está focada indevidamente em escola ideal, aluno ideal, da classe média escolarizada”;
b)- Isto não existe, pois o que é fato e acontece é a precarização do ensino, condições de trabalhar e a falta principalmente da qualidade
c)- Sem estas é impossível tornar uma escola um ambiente de proteção, mesmo sendo ela a única instituição que crianças e jovens tem acesso.
A secretária tem razão, pois é claro e evidente que:
“A violência não surge na escola e sim na sociedade, onde as famílias a representam, portanto, muitas declinam de seu dever e acham mais fácil transferir tal responsabilidade aos professores e só se importam em ir à escola quando problemas da violência atingem seus filhos, normalmente para criticar, fazer cobranças, nunca para apoiar iniciativas que previnam as mesmas.
Mais uma coisa podemos até esperar, apenas lamentando,diga-se de passagem, enquanto governo, sociedade (famílias) menosprezarem ou postergarem tudo o que foi exposto, novas tragédias irão se repetir e ficaremos sempre na mesma “lenga lenga” concordam?

terça-feira, 12 de abril de 2011

CEM ANOS DO USO DA VÍRGULA


Antes de entrar propriamente no assunto, gostaria de sugerir que quando vocês fizerem algum comentário sobre meus artigos, por favor, indiquem o e-mail para que eu possa responder prontamente quando for o caso.
Obrigaduuuuuuuuuuuuuu
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Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos "100" anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

COMO TURBINAR SUA VARA TELESCÓPICA DE MÃO


Alguém conhece varas telescópicas de mão, preparadas para a pesca da tainha?
Pelo sim ou pelo não, vamos ao que ela tem de diferencial:
1)Independente do comprimento que pode variar de 3 metros ou mais, contem também:
a) Uma borracha (garrote para retirada de sangue), á qual é presa na tampa da vara;
b) A linha passa pelo interior dos gomos da vara e é obvio, sai pela extremidade da mesma, onde estará atado um girador, ficando por conta do pescador, a utilização de outra linha de sua preferência, presa na outra extremidade do mesmo.
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Beleza concorda?
Pois bem, podemos fazer o mesmo com pequenas modificações e pagar muito menos que uma vara pronta, especialmente quem já tem estas varas, então, vamos ao que interessa:
Em vez de usar um garrote, ele pode ser substituído por um elástico revestido com nylon facilmente encontrado em lojas de armarinhos gerais, que custa R$0, 50 centavos/metro;
A vantagem de utilizá-los é:
a) não há necessidade de se fazer dois furos na tampa da vara;
b) um só basta, desde que seja na espessura do elástico e a forma de prendê-lo na extremidade da tampa é fazer nós que impeçam sua saída.
c) Sugiro que o comprimento total do elástico seja em torno de um metro, bem como, prender em sua extremidade um girador da espessura do mesmo, fazendo outro nó, porem não deixando sobras.
d) Substituir a linha de monofilamento por um fio de nylon, encontrado nestas lojas ou naquelas que vendem material para estofadores. Este fio é muito resistente e a espessura maior e recomendada é fio 16. O Preço é de aproximadamente R$ 10,00 o carretel de 500 metros.
Montagem:
a)Retire a ponteira da vara telescópica de emenda curta ou se for a de emenda longa, o pitão de sua extremidade;
b)Pegue o gomo mais fino da vara e passe o fio de nylon por seu interior, (OBS:Lembre que o comprimento do mesmo deve ser de uns 10 cm maior que o comprimento da vara e é lógico, descontando o metro do elástico).
c)Depois disso, coloque a emenda fina por dentro dos demais gomos da vara, que devem estar fechados e puxe o fio de nylon, para em seguida amarrá-lo ao girador do elástico;
d)Na extremidade do fio de nylon prenda provisoriamente outro girador de espessura maior, daí comece a esticar a vara, da parte mais fina para a mais grossa, até que todo fio chega ao fim e faça com que o elástico vá para o interior da mesma.
e)Feito isso, você notará que a tampa encostar-se-á ao final da vara, então é hora de esticar o fio, para amarrar em definitivo aquele girador.
OBS: para facilitar a amarração definitiva do girador, sugiro puxar o fio de nylon um pouco mais do que o necessário e prendê-lo de alguma forma e é claro cortar o excesso do mesmo depois de amarrado o mesmo.
f)Daí você pode amarrar na outra extremidade do girador a linha de monofilamento que pretende usar, porem lembre-se, que o comprimento da mesma fica á sua escolha, mais quanto maior, maior será dificuldade de lançar a linha na água, então sugiro, uns 30 cm
g)Depois é só amarrar outro girador no final da linha e na sua extremidade, amarra-se outra linha onde o anzol será atado, mais para isso é preciso primeiro colocar a bóia e um chumbo de correr de peso proporcional á mesma.
Finalização do processo:
1)-Para fechar os gomos da vara, retire a tampa da mesma e comece a recolher pelo último gomo, puxando sucessivamente o elástico e fio de nylon até chegar à ponteira;
2)-É importante que sua vara já tenha fixado um prendedor de linha, onde então, o fio de nylon será enrolado e quando chegar ao elástico gire-o no gomo final, para que o mesmo não perca a resistência.
3)-Só após isso é que você deve enrolar a linha de pesca propriamente dita no próprio prendedor, que possibilita também fixar o anzol nas suas aberturas.
4) Na hora de pescar, inverta o processo começando a desenrolar primeiro a linha de pesca, depois, desenrole a borracha e o fio de nylon esticando-o pela ponteira da vara, para finalmente então, regular a altura da bóia de acordo com a profundidade do pesqueiro, isque o anzol e tenha boa sorte.
No final da pescaria o processo de recolhimento se dará conforme o item 1.
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Ufa! Bem que dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, mais considere que você terá que fazer o mesmo se resolver comprar varas prontas.
Você sacou qual a finalidade do elástico?
Muito bem! Ele é mesmo para cansar o peixe.
Então, largue mão de vagabundice e mãos á obra, mesmo porque você pode usar estas varas para outros peixes de sua escolha.
IN TÉ...

sábado, 2 de abril de 2011

ÊTA ÔNIBUS PORRETA!




Reproduzindo:
A prefeitura de Curitiba (PR) entrega hoje, dia do aniversário de 318 anos da cidade, o Ligeirão azul, o maior ônibus bi articulado do mundo, com 28 metros de comprimento e capacidade para 250 passageiros, o que representa um aumento de 45% na oferta de lugares - atualmente a oferta é de 170 lugares.
O veículo também tem sinal luminoso para indicar a abertura das portas, o que beneficia especialmente pessoas com dificuldade de audição, e plaquetas em braile indicando o nome da linha colocadas nos braços e encostos dos bancos reservados a portadores de deficiência, idosos e gestantes.
Além de transportar um número maior de passageiros, o Ligeirão azul vai operar só com biocombustível à base de soja, que reduz em 50% a emissão de poluentes, e dispõe de sensores que lhe garantem a prioridade nos semáforos.
Melhorias
A entrega das nove linhas Ligeirão, da cor azul, faz parte de um projeto de melhorias do transporte coletivo iniciado no ano passado. Segundo a prefeitura, serão 24 bi articulados azuis, que vão substituir os articulados vermelhos das linhas Pinheirinho-Carlos Gomes (da Linha Verde) e Ligeirão Boqueirão.
O Ligeirão Boqueirão, que completa um ano, reduziu em 15 minutos o tempo de viagem entre o bairro e o centro. Hoje, o trajeto de 20,5 quilômetros é feito em 20 minutos. O intervalo entre os ônibus, em horário de pico, é de cinco minutos. São cinco paradas, enquanto o expresso normal faz 19 paradas.
O bi articulado azul faz parte de um amplo projeto de renovação da frota curitibana, o que inclui os chamados Ligeirinhos, ônibus das linhas diretas que têm pontos mais distantes e não circulam em vias exclusivas. Como os Ligeirões, também os Ligeirinhos virão com novo design e novos acessórios de conforto e segurança para o usuário.
Até o fim do ano, Curitiba terá recebido 544 novos ônibus, o que representa mais de 28% da frota operante da Rede Integrada de Transporte. Nos últimos cinco anos, a renovação já foi feita em 1.120 ônibus.

TODO PESCADOR E CAÇADOR É MENTIROSO?







Dizem e as vezes É VERDADE.
Recebi um e-mail de um companheiro, que citava que antigamente havia mais fiscalização da pesca e da caça do que existe hoje e é verdade?
Daí, como meu negócio é contar estórias e em relação ao assunto, lá vai mais uma ,ou melhor, duas:
1ª) – Sem falsas desculpas, na época, se bem que não era nosso hábito, eu, meu falecido sogro e meu cunhado fomos pescar no Rio da Várzea, lá nos cafundós da Lapa/Pr e o “veio” (assim o chamávamos), levou uma redinha de lambari.
Pois bem, na manhã seguinte ao recolher a mesma do rio, alem de vários lambaris, capturamos três cascudos.
De repetente, eis que escutamos um barulho de um barco e pudemos identificar tratar-se de fiscais, então, o veio, saiu numa desabalada carreira para dentro do mato da vargem, para esconder a dita rede, voltando pelo outro lado.
É claro que eles desceram do barco e vieram fiscalizar, mais o que nos denunciava, eram os cascudos, foi então, que resolveram adentrar na mata e por sorte na direção que meu sogro havia saído, senão, estávamos mesmo é futricados.
Como não fomos pegos "com a boca na butija" nos livramos do pepino com as tradicionais desculpas esfarrapadas e como eram poucos cascudos eles fingiram acreditar, deixando pra lá.
2ª) Tempos antes, meu querido “veio” que alem de pescador foi um caçador inveterado, vivia contando suas façanhas, das perdizes e codornas que caçava nos campos de uma fazenda na Lapa e eu, caçador de cetra quando guri, não tive dúvida, comprei espingarda, cartuchos prontos, cartuchos á serem municiados, pólvora e chumbo de caça, facão, bota e toda parafernália necessária e íamos caçar em vários locais, entre os quais, na serra do mar, onde pegávamos o trem que ia á Paranaguá ás 7 da matina, descendo na estação do local chamado “Banhados” e nos embreávamos numa “picada” de alguns quilômetros e dá-lhe tiro, nos sabiás, rolas, enfim, tudo o que encontrávamos.
Numa destas ocasiões, lá estávamos nós, nos adentramos na dita picada, bem mais longe do que de costume e o tempo passou, então voltando, tínhamos que chegar na dita estação lá pelas 16,00 horas e ao sair da mata, vimos o trem partindo.
Nem adiantou corrermos, pois o mesmo logo imprimiu velocidade e não o alcançamos, fazer o que?
A única alternativa era passar a noite no local, que por sorte, tinha como comprar algum alimento, já que aquele que levamos consumimos e compramos então pão e uma rodela de salsicho e uma garrafa de gazoza. Ah! Ia esquecendo, uma garrafinha de coca cola, evidentemente com pinga, para aquecer do frio da noite.
Além disso, resolvemos pernoitar na própria picada, uns 500 metros dentro da mesma.
Pois bem, era época de inverno, então, antes de escurecer, resolvemos juntar lenha para uma fogueira, porem o que mais encontrávamos eram taquaras sêcas, então, juntamos uma "montanha" delas, exagero é claro.
A noite chegou, ascendemos a fogueira e a alimentavámos com as taquaras e o tempo ia passando, até que resolvemos tentar dormir.
As taquaras acabaram, mais ficaram as brasas que ajudavam á nos aquecer, mais no silêncio da noite, escutávamos ruidos, estouros, estes eram de taquaras que se raxavam por estarem sêcas, então, quem disse que íamos pegar no sono?
Algum tempo depois, escutamos um barulho diferente, de imediáto nos sentamos e olhamos para o lado e vimos "dois olhos vermelhos dentro da mata".
Eu não sabia, mais meu sogro tinha com ele uma "garrucha" de dois canos e é claro, mandou bala em direção ao que vimos.
Não sei se acertou, mais a "coisa" se embrenhou mata adentro e quem disse que voltamos á dormir.
O dia clareou e como tínhamos que aguardar a volta do trem no mesmo horário do dia anterior, resolvemos ver o que tinha vindo nos visitar.
Para quem já foi num local parecido com aquele, sabe que o taquaral e a mata, por sua altura, fáz com que sumamos no seu interior, de forma que, se mantivermos poucos metros um de outro, nem mesmo nos enxergamos.
Realmente "a coisa", havia levado tudo pelo peito, deixando seu rastro, até que chegamos á um c´rrego e lá estava o sinal de suas patas, que segunda meu sogro, tratava-se de um "leaozinho da cara preta", assim era conhecido aquele felino.
Bem, foi na verdade uma experiência extraordinária, se vocês não acreditarem, tentem fazer o mesmo.
Mais não era só lá que caçavamos, n`outra ocasião, o veio nos levou á uma fazenda da Lapa, onde caçava as ditas codornas e perdizes,. Se bem que nesta, não podíamos caçá-las por serem pouquíssimas, bem como, não tínhamos "cachorro perdigueiro", que no passado ele possuía.
Porem não importava, o negócio era o seguinte; Tinha pena, lá vai tiro.
Na volta da mesma e aí o mais importante:
Na entrada de Curitiba, na Br116 no bairro Pinheirinho, tinha o posto da polícia rodoviária que fiscalizava não só a pesca, mais na ocasião, a caça, pois se realizavam as mesmas também no inverno.
Claro, fomos parados, tivemos que apresentar o porte de arma, licença de caça e certamente, tirar todas as tralhas da Rural do veio.
Revistaram tudo, só que por previdência, colocamos os pássaros caçados, dentro de um culote de água, que ficou no assoalho do banco da frente, onde o primo de meu sogro estava sentado, com os pés sobre o mesmo.
Daí o guarda perguntou:
E aí dentro o que é que tem?
O seu Augusto, primo do sogro respondeu: água de mina.
O guarda resolveu comprovar e retirando a mesma, a sacudiu e sabem o que aconteceu...
Tinha mesmo água, devidamente recheada dos pássaros e nós nos safamos.
Bem, o propósito era mesmo de afirmar que naquela época havia a “dita fiscalização”, mais vocês acham que eu ia perder a oportunidade de “florear” o assunto?
Se enganaram.

O CAOS NA SAÚDE



Com certeza, muitos brasileiros que assistiram ao programa Globo Repórter de ontem, que não tenham ficado no mínimo indignados com tal realidade.
Imagino que o propósito do programa, não foi torná-lo sensacionalista, mesmo porque, volta e meia, as demais emissoras e meios de comunicação, também fazem reportagens, se bem que nem sempre, tão abrangentes.
Como de praxe, eu e muitos outros somos críticos severos da Rede Globo, entretanto, não somente neste caso, mais em outro, veiculado no Fantástico, relacionado com as questões dos radares e multas, a reportagem serviu para que as autoridades em geral, tivessem que se posicionar, para dar uma explicação á sociedade e isto vem ocorrendo a partir de então.
Espera-se, entretanto, que com o decorrer do tempo, as coisas não se acomodem e tudo permaneça senão igual, mais com as mesmas práticas.
Nesta linha, espera-se também, que a partir de ontem, o mesmo aconteça, mais a dura realidade é sabermos que principalmente na Capital Federal, centro do poder e das decisões, a situação está igualzinha, senão pior, do que nos demais estados.
Não vamos estranhar se a partir de hoje, algum político venha declarar na mídia que a culpa disto tudo é de governos anteriores ou de gestores do Ministério da Saúde, as velhas desculpas esfarrapadas, oportunas em momentos como estes.
O interessante é que como também foi noticiado, alguns políticos estão agora mais preocupados, com o que disse o deputado Bolsanaro, em relação ao assunto que todos nós sabemos.
Por conseguinte, leio hoje no Yahoo, que o “nobre” ACM, está em vias de apresentar um projeto, de punição alternativa diante do comportamento do deputado e foi consultar o presidente da câmara Marco Maia á respeito.
Quanta dignidade deste brasileiro concorda?
O que são penas alternativas, diante do corporativismo que existe entre eles, em que casos tão ou mais graves que chegam ao nosso conhecimento, eles próprios, na maioria das vezes, acabam jogando nas costas do poder judiciário, como aconteceu na recente decisão do tribunal superior, em relação à Lei da Ficha Limpa?
Outra notícia espetacular: O Tiririca contratou dois palhaços iguais á ele, para assessorá-lo.
Ontem recebi um e-mail de um parente, onde mostrava imagens de maquetes de reformas de estádios de futebol, com previsões de custos de milhões de reais, uma maravilha, dignas de orgulho á todos os brasileiros, exceto se no final do mesmo, não houvesse outras imagens das quantas andam nossas escolas e por coincidência, nossos hospitais, outras maravilhas: de “caos” certamente.
Mais de que adianta algumas indignações, se boa parte do povo, manipulado pelos principais interessados no caso, aplaudem e apóiam afinal, o futebol é a paixão nacional.
Imagino até que dirão em suas defesas: Estamos oportunizando condições para que os praticantes de outros esportes e de outros países tenham um espaço digno dos mesmos.
Será implementado no País, o fortalecimento do turismo, da renda das empresas, a geração de empregos e outros tão sonhados benefícios, pois o esporte é que conduz a nossa juventude para um caminho melhor.
É verdade, mais as competições esportivas hão de passar, e as mazelas e caos na saúde e na educação, hão de permanecer, entre outras, que nem é preciso mencionar neste momento.
Mais que valor tem a opinião de um “ilustre desconhecido”?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O refrigerante, a tora e você



Reproduzo aqui o artigo publicado no Yahoo de autoria de TATIANA ACHCAR, uma reflexão importante para todos nós:
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Enquanto a gente almoça um bifinho suculento, passeia de carro e mora no conforto da casa própria, o pau tá comendo na floresta. Literalmente. A madeira ilegal da Amazônia que o sul maravilha compra na forma de móveis, objetos de decoração, carne, refrigerante em latinha, energia elétrica, casas e apartamentos tem, na verdade, uma relação ampla e intrínseca com o sonho de consumo de quem mora nas cidades. Por sonho de consumo, entenda menos necessidade e mais status. E viva o boom da economia brasileira.
Muito provavelmente, meu liquidificador e minha bicicleta tem madeira retirada ilegalmente de áreas de conservação ambiental e de terras indígenas. Porque precisam de carvão, que vira ferro e que por fim, vira aço. A coisa funciona de um jeito simples: fiscais de órgãos ambientais que atuam em conluio com o crime emitem uma licença a partir de documentação de aparência legal. Daí, o dono da terra manda cortar tudo e a madeira que não serve para construir prédios e fazer móveis vai para carvoaria. Quem queima a madeira trabalha como escravo.
A indústria da carne ocupa 80% das áreas desmatadas na Amazônica e o futuro pasto é adquirido com baixo custo graças à ocupação irregular de terras públicas, a grilagem. O que sobra de madeira é vendido para serrarias e o gado é vendido para frigoríficos que abastecem com carne as gôndolas dos supermercados. Grandes redes de mercados aderiram a um pacto contra o desmatamento ao comprar carne de fornecedores que não derrubam floresta.
Espera aí, tem a soja. Os donos “limpam” a terra ou ocupam terrenos já desmatados para instalar a lavoura. Pecuária e outras atividades são obrigadas a se deslocar para novas áreas. Abrem-se estradas para escoar o grão, isso atrai madeireiros e mais destruição acontece. Sem floresta na beira dos rios, o ciclo da água, perfeito em sua forma e função, vai pro beleléu, afetando a biodiversidade e a vida das comunidades tradicionais. A soja é exportada para Europa e Estados Unidos para produzir ração animal e alimentos que chegam aos supermercados em todo o mundo. O grão já transformou 1,2 milhão de hectares da floresta amazônica em plantação, mudou o clima e reduziu as chuvas. Em 2010, a região viveu a pior seca da história e alguns dos principais rios ficaram 15 metros mais baixos.
Agora dá uma olhada nessa imagem de satélite noturna do Brasil. O brilho mora na costa toda, mas o diamante está no sudeste. O desperdício de energia nas hidrelétricas e linhas de transmissão sucateadas, nas grandes cidades, nas fábricas, escritórios e nas casas tem relação direta com a madeira retirada sem cuidado na Amazônia. Porque a estratégia do governo para gerar a energia necessária ao crescimento do país é inundar florestas e persistir num modelo de desenvolvimento econômico baseado na extração de matéria prima para exportação, sem nenhum beneficiamento. Leia: alumínio, aço e madeira. As fábricas de aço e alumínio consomem 30% da energia gerada no Brasil e a maioria está na Amazônia. E o mercado consumidor – da latinha de refrigerante aos apartamentos – está em São Paulo. Calcula-se que o estado paulista é o maior consumidor de madeira nativa do mundo, recebendo 5,6 milhões de metros cúbicos, ou 20% do que sai da floresta para obras de infraestrutura e na explosão imobiliária. Entre 43% e 80% dessa produção tem origem ilegal. Nas obras da Copa do Mundo de 2014, 98,5% do orçamento de R$ 23 bilhões sairão dos cofres públicos. O setor público tem ou não tem poder de barganha para mudar procedimentos e promover ações sustentáveis?
A madeira não é a vilã da história, é um recurso renovável, importante para muitas atividades, que precisa de manejo sustentável para valorizar a terra e suas riquezas, melhorar o aproveitamento da madeira e reduzir o custo da exploração e os danos à floresta. A certificação e o rastreamento garantem que toda a cadeia da madeira, desde a origem legal até o consumo, seja feita sob critérios socioambientais sustentáveis. Para ir mais fundo no assunto, recomendo o recém lançado “Madeira de ponta a ponta – o caminho desde a floresta até o consumo”, um trabalho investigativo e pedagógico essencial para divulgar e promover o tema, fonte de muitos dados desse texto.
E pra quem mora na selva de pedra, que diferença isso faz? Presta atenção: a gente só não vive num deserto graças às 600 bilhões de árvores da Amazônia. Elas evaporam 20 bilhões de toneladas de água por dia na atmosfera e esse suor da floresta cria um rio invisível e flutuante. Ele é o único responsável por regular a temperatura e umidade da América do Sul. Se você acha que não tem nada a ver com isso, então vai morar no Kalahari.
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Meu comentário:
Houve muitos comentários relacionados á este artigo, todos válidos, sem sombra de dúvida, porem pela limitação de caracteres não pude concluir o meu, então o faço aqui:
Escrevia eu: Parabenizo-a pelo seu artigo e só na imaginação, creio que nenhum político tomou conhecimento do mesmo e destaco:
O interesse deles, pelo menos da bancada ruralista é alterar o projeto do Código Florestal Brasileiro, com algumas justificativas, querendo fazer crer á sociedade, que as mesmas sejam as melhores para todos o que obviamente não coaduma com o que você escreve e por outro lado, nós moradores de outras cidades, somente agora podemos acreditar nas informações que você transmitiu, que via de regra são manipuladas pelos interesses escusos que você abordou, então, tomo a liberdade de reproduzir seu artigo em meu blog, esperando contribuir para que outros tomem conhecimento e também retransmitam da forma que desejarem.

O Perigo da Energia Nuclear




Aí galera!
Falar ou escrever sobre pescaria é bom, mais também é importante outros assuntos, então, lá vai:
“Silêncio partidário”
Leio no jornal um artigo do senador Cristovam Buarque, falando da questão da energia nuclear, face ao acidente em Fukushima, fazendo um paralelo do que constatou pessoalmente em Chernobil, citando:
a) Milhares de pessoas foram contaminados, sofrem de doenças graves até hoje e que são transmitidas á outras gerações;
b) Que a terra ao redor do local, assim ficará por milhares de anos e isto arruinará a economia da região.
Daí em diante ele afirma que até agora, nenhum dos partidos políticos do país, diante do perigo e conseqüências acima declaradas, se posicionaram claramente, sobre nossas usinas em Angra, nem mesmo sobre o desejo do governo em ampliar esta fonte de energia e estende o assunto para outras questões, destacando que:
a)Não se conhece também a proposta de qualquer partido sobre como deve ser a reforma política ou como tratar o problema da droga, o que fazer para evitar o efeito de longo prazo do pior e mais permanente dos tsunamis, a deseducação do País.
b) Declara ainda que: Cada parlamentar no Brasil é independente, salvo nos raros momentos de votação. Porque não há partidos verdadeiros e se calam diante do que foi destacado acima.
c) E encerra dizendo:
“Um partido político sem posição clara sobre cada problema não é partido”. É, no máximo, um clube eleitora.
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Minha Conclusão:
“Excelente análise do senador e sua posição concordam”?
Mais espera aí, então porque ele e os demais do seu partido, não começam á tratar seriamente de tudo isto que ele se referiu?
Seria o meio ou a forma de fazerem à diferença, senão, fica comprovado que todos os políticos estão apenas interessados nos seus próprios privilégios.
E nós por extensão, somos também, apenas “um clube de votantes” ou não?

quarta-feira, 30 de março de 2011

TAXA DE COLETA DO LIXO E CARGA TRIBUTÁRIA





Amigos, o que estes assuntos tem haver com nosso esporte?
Muito, se considerarmos a poluição causadas pelo homem na natureza, assunto importante que porem, não vem ao caso no momento, então vamos ao tema, com esta pergunta:
"VOCÊ SABE QUANTO PAGA PELA COLETA DE LIXO NO SEU IPTU"?
Se souber tudo bem, mais para quem não sabe, vejam:
No meu, o valor do IPTU é de R$ 377,34, do qual R$ 193,34 é imposto territorial urbano e R$ 184,00 de taxa de coleta de lixo, ou seja 95% do total.
O que motivou-me á abordar este tema foi a reportagem abaixo reproduzida:
"O lixo de volta à linha de produção"
Logística reversa prevê que consumidores devolvam às lojas e fábricas embalagens ou produtos usados que iriam para lixões
"Num futuro próximo, a população será convocada a participar do processo de reciclagem e reaproveitamento do lixo em todo o país. Mas, desta vez, não mais de forma voluntária. Até agosto de 2014, governo, empresas e a população deverão afinar o discurso para implantar na legislação um conceito conhecido como logística reversa, previsto na Política Na­­cional de Resíduos Sólidos. Trata-se de inverter a lógica de produção (da residência para a fábrica), com a intenção de diminuir a quantidade de resíduos levados a aterros sanitários ou lixões. Especialistas acreditam que, das cerca de 161 mil toneladas de resíduos geradas por dia, seria possível reaproveitar aproximadamente 85% – em torno de 137 mil toneladas –, aumentando o ciclo de vida dos aterros e diminuindo o passivo ambiental".
Pois bem, considerando o valor que acima citei, com certeza, todos nós habitantes de qualquer cidade brasileira, pagamos esta taxa, certo?
Não adianta espernear, mesmo por quê ela tem previsão constitucional no Art 145- II da CF/88, que diz:
Art. 145 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
I - impostos;
II - taxas, em razão da utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
Taxa - Serviços Públicos de Coleta, Remoção e Tratamento ou Destinação de Lixo ou Resíduos Provenientes de Imóveis - Súmula Vinculante nº 19 - STF.
Não vou reproduzir as razões desta súmula vinculante, pois as opiniões dos ministros ocupariam muito espaço, entretanto, só citar que eles determinaram que:
"O valor á ser cobrado deve ser em função da área constrída e não quanto cada cidadão gera de lixo".
Então, voltando á campanha pretendida e não querendo enaltecer minha cidade, nós curitibanos, a grande maioria aderimos á muito á campanha LIXO QUE NÃO É LIXO, tanto que caminhões de nossa prefeitura em dias determinados, percorrem as ruas dos bairros, na coleta do lixo reaproveitado e fazemos mais: Somos fonte de renda para família que fazem da reciclagem do lixo uma fonte de renda.
Então, considerando a possibilidade que isto esteja ocorrendo em sua cidade, me parece evidente que as prefeituras poderiam senão acabar, pelo menos diminuir o percentual que cobram por tal coleta, concordam?
Poderiam é verdade, mais duvido que façam e imagino até a justificativa:
"NÃO PODEMOS MENSURAR QUAIS OS MORADORES QUE FAZEM TAL RECICLAGEM?"
Assim sendo, a outra alternativa seria nossos legisladores propor uma emenda constitucional á respeito, certo?
No mínimo outra utopia, concordam?
Com relação á carga tributária, existe outra reportagem, não vou reproduzí-la pois é muito extensa, no entanto apenas citar que nela os empresários alegam que pagam muitos impostos.
Não resta dúvida, mais por que será que eles alegam isto?
Grosso modo, penso ser por conveniência, pois afinal, duvido que hoje em dia as empresas em geral,(até as que vendem material de pesca), não repassem os mesmos aos seus produtos e serviços e quem acaba pagando os tais impostos, somos nós a sociedade como um todo, certo?
Quem sabe por isso, a tão falada "reforma tributária" seja um assunto que sempre voltará á tona e efetivamente só irá acontecer, no dia que os impostos forem realmente pagos pelas empresas efetivamente, até lá, tudo não passará de "conversa mole", concordam?
Então meus amigos, só nos resta acreditar que um dia este Brasil terá jeito.

terça-feira, 29 de março de 2011

JOSE ALENCAR, VOCÊ É O “CARA”



Já que está na moda, tomei a liberdade de usar este termo com todo respeito que este brasileiro merece.
Nada do que eu diga, será suficiente ou novidade para descrever a admiração que este “ser humano” acima de tudo, nos deixou como exemplo de dignidade.
De tudo o que sabemos á respeito dele, tem algo que me chamou a atenção e quem sabe sirva de alerta aos hipócritas de plantão:
“Ele começou a trabalhar com 14 anos de idade”.
E daí?
Foi uma decisão dele, portanto um exemplo á ser seguido por muitos jovens hoje em dia, especialmente para todos aqueles que anseiam em conquistar seu espaço de forma honrosa e tenho certeza que muitos assim o desejam.
E daí, pergunto novamente?
Daí hoje temos o ECA, que considera ilegal o trabalho de adolescentes, nesta e outras faixas de idade, com justa razão quando se refere ao trabalho “escravo” ou em péssimas condições, entretanto, excetuando-se as mesmas, creio ser um ponto importante á ser levado em consideração, pois, na época de nosso ex-vice presidente e até na minha, trabalhar era a forma do jovem ser educado para uma vida produtiva e certamente muitos de nossas gerações começaram a vida profissional com tal idade.
A hipocrisia a meu ver, está em se condenar uma atividade profissional condizente com a idade, pois muitos jovens hoje em dia aquém desta idade, apesar do ECA, ajudam nas despesas de suas famílias, principalmente trabalhando informalmente.
E a pergunta é:
“Onde estão os defensores do ECA, que pouco fazem á respeito”?
Apesar de estar generalizando e aí cometendo um mau julgamento, poucos realmente estão preocupados.
Seria eu um “energúmeno” se achasse desnecessários que estes jovens não freqüentassem a escola, pois ela é indispensável, por isso, estudando e trabalhando, eles estariam sendo desviados dos maus caminhos.
O trabalho ensina á ter responsabilidades, entre as quais, o respeito que hoje falta á grande parte de nossa juventude .
Uma atividade profissional digna e adequada á idade dos mesmos, os afastaria das “gangs”, das drogas e da vida marginal, para onde muitos se encaminham.
Nós das gerações mais velhas, sabemos o que o trabalho representou em nossas vidas e cá entre nós, alguns mais, outros menos, colhemos nosso “lucros” ao longo da vida.
É por este ponto de vista, que faço minha homenagem ao nobre brasileiro JOSE ALENCAR.

DAS TILÁPIAS ÁS CARPAS



Pois é pessoal!
Apesar de minha expectativa de capturar algumas tilapias até o final de abril, já estou pensando seriamente em mudar para as carpas, pois lá no pesqueiro Santa Cecília, existem muitas, das quais prefiro mesmo as carpas capim, pois estas, no caso de consumo, no meu entender, tem a carne mais saborosa do que outras que tem gosto de barro e por outra dificuldade, que nada mais é do que para pescá-las é preciso usar massas caseiras ou fabricadas por algumas empresas, entretanto, devido a grande quantidade de lambaris, tilapinhas e carazinhos, tenho notado, que estes peixes detonam as mesma, coisa bem diferente com a carpa capim.
Não sou especialista no assunto, por isso, contei com algumas orientações de um companheiro que “manja” do assunto e nos invernos passados, sempre se deu bem.
Seu sistema de pesca nada tem de especial, exceto que ele usa como ceva e isca, milho seco, do qual uma porção, deixa cozinhando na pressão, para amolecê-lo parcialmente o que facilita a colocação do mesmo no anzol e o restante “in natura” ele lança como ceva no pesqueiro.
Simples não é mesmo?
Não tem outras dicas que ele usa e quem sabe possam ser aproveitadas pelos interessados, a saber:
1) – O milho da ceva, ele costuma lançar na distância em que o chumbo da linha cai no pesqueiro, então:
2) – Ele não arremessa a linha diretamente do molinete para água e sim, mede até 17 braçadas e lança a mesma com as mãos, a qual atinge a distância entre 10 a 15 metros de acordo com a profundidade do local;
3)_ O “pulo do gato” é na verdade, depois de armado o(s) molinete(s) e cujos suportes devem ser bem fixados no chão, acrescenta na ponteira das varas aqueles “sininhos com guizo” e um pedaço de sacola plástica branca e o fundamental, se afasta do local.
4)- A razão do afastamento é que pela distância que a linha atinge, sendo este peixe “super arisco”, provavelmente não atacará as iscas se pressentir a presença do pescador, portanto o sininho e a fita plástica facilitam a visualização quando a vara envergar.
5)_ Em alguns molinetes ele usa apenas um anzol apropriado, sempre colocando o chumbo não tão pesado na ponta da linha, em outros, até 3 anzois, onde cada um deles fica numa distância de meio metro uns dos outros.
6)- Pelo exposto no item 4 , sempre será preciso escolher um local isolado dos demais pescadores e lá naquele pesqueiro existem cavas enormes, onde isto é possível.
Eu vou tentar e vocês?

Para que serve a Câmara de Vereadores?



Reproduzo parte de duas reportagens de Celso Nascimento
PASMEM:
Este é um assunto de maior interesse á sociedade curitibana, no entanto, o mesmo pode estar acontecendo em sua cidade.
A Câmara Municipal de Curitiba é composta de 38 vereadores. Pelo menos 32 deles marcham sob a voz de comando do Executivo. O rigor da ordem unida é eficientemente imposto pelo presidente da Casa, o vereador João Cláudio Derosso. Por isso mesmo, não há matéria que, embora seja de alto interesse público, consiga prosperar na Câmara se ela contrariar o interesse dos mandantes.
Por esta razão, a maioria dos vereadores passa seus dias catalogando nomes de vivos e mortos para homenageá-los com prêmios e denominações de – para usar a terminologia da Casa – “logradouros públicos”. Mais de 90% dos projetos votados e aprovados são desta ordem – o que certamente leva os contribuintes curitibanos a questionar se vale a pena destinar, para este fim, 5% do orçamento municipal, que, em 2011, monta a R$ 4,6 bilhões.
A sessão de ontem custou aos cofres públicos R$ 274 mil. Este é o valor que os contribuintes pagam diariamente para a Câmara funcionar. É o resultado da divisão do total do orçamento por 365 dias do ano. Se forem desconsiderados os recessos, os feriados e os fins de semana, o custo unitário da sessão, claro, sobe bastante.

Diante do exposto, veja o que e para que eles são eleitos:
ATRIBUIÇOES DO VEREADOR

O vereador é um representante político que opera no domínio dos municípios, igual à forma de governo constitucional na Câmara, a nível legislativo. O vereador tem somente poder Legislativo, mas também é um fiscal, embora às vezes partilhe esta tarefa com tribunais de contas.
Atribuições de Baixo Impacto:
Dar nome ás ruas, Concessão de medalhas ou Definir datas comemorativas
Legislar sobre interesse local
Aprovar ou elaborar leis ou projetos de lei, decretos legislativos, resoluções, indicações, pareceres, requerimentos, bem como, o regimento interno da câmara, participando ainda de comissões permanentes e podem fiscalizar entre outras coisas: o transporte coletivo, a coleta de lixo, a manutenção de vias públicas, fiscalização sanitária, etc.
Fiscalizar as contas do Executivo
Convocando prefeitos e secretários, para prestar esclarecimentos aos parlamentares, via requerimentos ou por meio da atuação nas comissões especiais e em prol do bom uso do dinheiro público.
Discutem e aprovam o orçamento anual e da Lei de Diretriz Orçamentária que planeja onde e como aplicar o orçamento do município e análise profunda do Plano Diretor.
IMPORTANTE: Essa é a função onde um vereador por si só pode fazer a diferença, pois, pela própria estrutura federativa brasileira, não lhe deixa muito espaço e a própria dinâmica da aprovação de uma lei faz com que ele sozinho possa não consiga aprovar um projeto, mais pode por si só, apontar erros e apurar desfalques nas contas públicas que podem levar a mudanças no Orçamento e à economia dos recursos de todos.
Representar a população local
O vereador é porta voz da população, do partido que representa e de movimentos organizados. Cabe ao parlamentar não só fazer política partidária, mas organizar e conscientizar a população, com a realização de seminários, debates e audiências públicas que contribuem neste aspecto, pois funcionam como caixa de ressonância dos interesses gerais.
Outras atribuições:
Prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;
Promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, bem como:
A proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.
Portanto, não só os curitibanos, mais outros de várias cidades brasileiras não devem esquecer que 2012 será o ano de nova eleições dos mesmos, assim cabe á todos nós
não reelegermos aqueles que nada fazem, para tanto, deve haver informação do que cada um deles fez no portal da câmara de sua cidade.
Você também é responsável!

segunda-feira, 28 de março de 2011

RAIOS E TROVÕES ...E O PEIXE?



Este foi um ano em que o verão e agora o outono vem sofrendo a influência do El Nina, onde em todas as semanas existe a previsão de chuvas em todos os estados brasileiros.
Ela em si, tem sido bem vinda para alguns e prejudicial para outros tantos e nem adianta comentar as conseqüências.
O interessante de tudo que como pescador, sempre procuro consultar a previsão do tempo, no qual os institutos quase não têm falhado mais como se trata de previsão, também existe o fator “sorte” á ser considerado.
E é apostando nela, que tenho ido pescar evidentemente preparado para as mudanças climáticas e não é raro acontece que no trajeto entre Curitiba até a serra da Graciosa, as chuvas são constantes e passadas à mesma, logo depois do Posto da Polícia Rodoviária Federal, sentido São Paulo, o céu está de brigadeiro, para minha alegria ou para minha tristeza, quando acontece o inverso.
As chuvas só são problemáticas na chegada ao pesqueiro, pois haja “barro” nos barrancos, além é claro de dificultar a montagem do acampamento de pesca, onde mesmo com cuidado a lama acaba sujando as tralhas de pesca em geral.
Mais em nome da pescaria, se fás qualquer sacrifício, afinal tilapeiro que se preza ou outros pescadores, não somos feito de açúcar e se temos que nos derreter, que seja em alegria de se dar bem em nossas empreitadas.
O que me deixa “p” da vida é que ultimamente na represa do Capivari, nem adianta tentar pescar durante o dia, pois os alevinos de tilapia nesta temporada, tomaram conta do pedaço, então o esquema fica para de noite.
E logo que escurece, lá estamos nós o “bando de mal acabados”, a noite está calma, a água “paradinha” do jeito que o “diabo” gosta, então, colocando star lite em nossas peninhas, ficamos crentes que aquela irá ser “aquela pescaria”.
De repente lá longe se ouve os trovões, então, ficamos torcendo que eles vão para o mais longe possível.
Mais a torcida de nada adianta, pois eles se aproximam e daí começam os “raios” que riscam os céus, um espetáculo, diga-se de passagem.
Mais deixando a beleza de lado é exatamente aí é que “mora o perigo”, pois a composição das varas telescópicas, especialmente aquelas que contem carbono que atrai eletricidade, portanto meus amigos...cuidado, nem toque nas mesmas na hora dos raios, mesmo que o peixe esteja dando sinal de vida, exceto se você pretende ser o próximo morador da “cidade dos pés juntos”?
Na verdade, na hora dos mesmos, o brilho deles certamente interfere no comportamento dos peixes, então, com muita sorte, depois de horas, quando passar a tempestade comum nestas ocasiões, quem sabe você possa se dar bem?
Porem, por via das dúvidas, sabe o que é o melhor á fazer?
Vá dormir cara.

TRANSFERIDOR DE GÁS




Hoje vou ser curto, pois grosso sou o tempo todo...afinal estou pesando 120 kilos, então, com aquele corpinho de bailarino espanhol( decaído é claro), vamos ao que interessa:
Não cobra nada para dar assessoria na pesca da tilápia, estou pensando em mudar o costume, mais até lá, lá vai mais uma dica:
Como não smos só nós “os tilapeiros de carteirinhas” que pescamos a noite, os refletores que usamos tem outras finalidades, certo?
Hoje pelo que soube, está proibida a venda de bujão de gás os conhecidos “liquinhos” que contem 2kg mesmo.
O fato que independente desta proibição, sempre se encontrará algum distribuidor que possa fazer a recarga do mesmo, até por baixo do pano, se é que vocês me entendem?
O problema como sempre é que dentro das atuais circunstâncias, os caras estão cobrando uma nota preta, alguns chegam á cobrar R$ 15,00 pela recarga (* jeitinho brasileiro*), então, a solução que venho adotando á “longos carnavais” é ter comprado o meu próprio transferidor de gás.
É possível encontrá-los nas lojas de pesca, mais com certeza, naquelas que vendem acessórios para fogões ou ferragens em geral, pelo menos aqui no meu bairro, isto é facílimo.
A vantagem é a economia, pois considerando que no momento um bujão de 13 kilos custa em média R$35,00, podemos fazer até seis recargas completas e considerando o que o tempo de uso dos refletores se resumem á algumas horas, a durabilidade de um bujão liquinho é longa.
A aquisição do transferidor apesar do custo, trás a vantagem do benefício, enetretanto como lidar com gás é uma atividade perigosa, então alguns cuidados básicos são indispensáveis a saber:
1) – Sempre procurar um local arejado fora da residência;
2) - Antes de fazer a recarga, esgotar o excesso de ar contido no liquinho, existe o botão para isso (cor vermelha) que será aberto e fechado depois desta operação;
IMPORTANTE: Esgotar todo ar é necessário, pois o gás contem impurezas, que poderam interferir na luminosidade do refletor e até entupir seu giclê.
3) - Ao encaixar a válvula do transferidor no bujão normal, certificar-se não haver vazamentos;
4) – Encaixar o registro do transferidor no liquinho, também verificando o mesmo acima;
5)- Ao abrir o botão preto que transfere o gás do bujão grande para o liquinho, dá para notar pela mangueira, que o gás/ ar do maior está entrando no menor, até cessar tal visualização. O indicativo que liquinho está cheio é que ele fica mais pesado, entretanto, se necessário, ao sacudi-lo, o gás/ar do maior continuará sendo transferido, até cessar de vez.
6)- Nem sempre vale a pena encher o liquinho ao máximo, pois o excesso de ar poderá entupir o “giclê” ( peça que regula a luminosidade do refletor).
7)-Terminada a operação, fechar o botão preto, assim o gás que estiver na mangueira, retornará ao bujão maior, se bem, que ao desencaixar a válvula, haverá algum vazamento daquele que não retornou.
E agora pessoal é só colocar em prática as dicas, entretanto, se alguma alma caridosa quiser, deposite uma grana na minha conta da caixa.
Em tempo: Há na internet uma foto do transferidor pronto e caso não seja encontrado, dá para ter uma noção de montá-lo baseado na mesma.

domingo, 27 de março de 2011

REPOVOAMENTO DE TILÁPIAS




Hoje recebo um e-mail de um pescador, propondo uma campanha de repovoamento de tilapias na represa Capivari Cachoeira.
Sem dúvida, seria uma excelente iniciativa, porem, expus á ele algumas das realidades que lá são freqüentes, a saber:
A primeira é a pesca predatória, procedimento que ocorre á longos anos em diversas represas, rios, lagos, praia e mares de nosso País, mais no Capivari especificamente, além do uso de redes, tarrafas, bóia louca, espinheis, agora existem pseudos-tilapeiros que se utiliza de garateias em substituição aos anzóis normais e pecando de “lambada” fisgam os peixes pelo corpo e aqueles que escapam feridos, acabam morrendo posteriormente.
A segunda é que raramente nossas autoridades fiscalizam o local e quando o fazem sempre é no período diurno, sendo que tais práticas acontecem á noite.
Que se faça justiça ás autoridades, especialmente nossa FORÇA VERDE E IAP, afinal, são eles responsáveis em coibir abusos de todos os tipos e naturezas em nosso estado, portanto, não podem estar em todos os locais á todo momento, mais onde conseguem agir, os resultados são satisfatórios.
Além disso, existe também, o habitual comportamento dos demais pescadores, tanto os de barranco, embarcados e outros que participam de campeonatos que por lá acontecem, então, se eles além de não se interessarem em preservar, muito menos se incomodam em denunciar as irregularidades que presenciam, imaginem então, se estarão interessados em repovoar este reservatório?
1) Some-se á isto, que nos pesqueiros públicos, que são propriedades particulares, seus responsáveis não coíbem práticas predatórias, pois estão mesmo interessados no faturamento que auferem com cobrança de taxa de utilização, certamente nem adianta falar em participar de tal iniciativa.
2) Por outro lado, se infelizmente também, nem adianta tentar convencer quem pesca de forma normal á só levar alguns peixes para consumo imediato, devolvendo os excedentes, então participar de campanha de repovoamento pode ser mesmo uma utopia.
3) Conclusão: Seria uma falta de respeito e consideração não concordar com o meu amigo, que todos os envolvidos direta ou indiretamente deveriam priorizar tal alternativa, mais na real, quando os peixes rareiam, o normal é ir á procura por outros lugares, portanto, não é só na Represa do Capivari que se constata tal realidade, concordam?

terça-feira, 15 de março de 2011

E O JAPÃO




Nada á comentar, exceto a questão das usinas nucleares para agravar ainda mais esta tragédia, á considerar como exemplo o que ocorreu em Chernobil, reportagem por muitos assistida, mais o que me leva a abordar o tema principalmente, são as declarações das autoridades brasileiras relacionadas com nossas usinas de Angra dos Reis.
É evidente que a opinião de especialistas, venham se pronunciar, buscando tranquilizar a sociedade brasileira e até prova em contrário, torçamos que estejam certos e acima de tudo, falando a verdade.
Exceto estes especialistas, francamente já não se pode confiar plenamente em nossas autoridades e não me refiro só as atuais, pois foram anteriores, que permitiram a construção daquelas usinas, deixando as atuais,á responsabilidade de conclusão de Angra 3, bem como, insistir com planejamento de outras á serem constrídas em nosso País.
Então, a pergunta que fica é: São mesmo necessárias?
Ora, á considerar que temos outros meios de gerar energia, portanto, usinas nucleares, hidroelétricas, já atendem os interesses não só dos governantes, mais das empresas envolvidas em sua defesa, pois se buscam lucro e faturamento, também encontraram em outras matrizes energéticas o mesmo.
Quem sabe, posso estar fazendo uma avaliação crítica injustificada, entretanto, já se descobriram toda espécie de falcatruas neste meio, portanto, quem sabe, por conhecimento das mesmas pela sociedade, pelas pessoas realmente responsáveis, dizem os contários, que investir em outras fontes, os custos são exorbitantes e que o país, não está preparado para tanto, será?
Sem conhecer ao assunto, me baseio em informações que leio de pessoas especialistas que alegam o quanto o meio ambiente perde com a construção de hidroelétricas, citando como exemplo a última em debate de Belo Monte.
Ora, tática habitual dos interessados honestos ou não é desqualificar as opiniões dos opositores, incluindo ainda, que nós as pessoas comuns, nem sequer podemos nos posicionar contrárias individualmente e por isso, devemos dar graças de organizações que falam por nós.
Embora em outra linha, destaco o que vem acontecendo com a votação de nosso novo código florestal?
Quem está brigando por alterações, senão, o bloco ruralista com todos os argumentos que lhes interessam, portanto, mais uma vez como leigo, fico pensando se não é falta de interesse desenvolver outros modelos de produção. Alem disso, alegam eles, usando como justificativca ou desculpa, que se está prejudicando os pequenos proprietários de terras, pequenos agricultores, como se estes, na verdade, fizessem alguma diferença diante do "apetite de lucro" dos grandes proprietários?
Pior é saber que são eles os agraciados com financiamentos de toda ordem, enquanto os pequenos produtores rurais penam pelos mesmos e quando conseguem e por questões de problemas na natureza, acabam perdendo até suas propriedades?
E os que combatem a reforma agrária, realmente tem razão em responsabilizar os movimentos sociais o conhecido MST e os demais em produzir a violência no campo, bem como afirmar que eles são sustentados indevidamente pelos impostos pagos pela sociedade?
Bem, isto é um exercício de futurologia, que somente o tempo provará quem está certo, mais de certeza mesmo, o que nós a sociedade podemos esperar ´que pagaremos o preço de tudo que se fizer de errado e de ruim, pois de certo e de bom, isto é privilégio indevido de poucos,concordam?

AOS MEUS SEGUIDORES E COMENTARISTAS



Neste exato momento, venho por meio deste, pedir minhas sinceras desculpas á todos vocês, pois revisando meus artigo, em alguns continham comentários, que só hoje ou precisamente agora tomei conhecimento e me sentindo então "devedor" de respostas que deviam ser dadas oportunamentes, prometo que daqui em diante, assim que tomar conhecimento das mesmas, demonstrarei atenção respondendo prontamente.
Embora explicando meus motivos, aceitando até que eles não justificam minha atitude, mesmo tardiamente, sinto-me lisongeado pelo prestígio de vocês.
Assim sendo, se não for abusar da bondade e da paciência, sugiro se possível, que vocês possam entrar em contáto imediáto comigo pelo email: marcaocapivari@ymail.com, pois é ele que acesso todos os dias.
O B R I G A D O !

A FORÇA DO PEIXE



Alguem me perguntou qual a relaçao entre o peso e a força do peixe.
Não soube responder, nem mesmo encontrei explicações na Internet, então:
Eureka! Descobri a fórmula mágica!
Conversando com uma amigo á respeito, o cara, é engenheiro e pior de tudo...tilapeiro, que me deu as dicas, TEORICAMENTE falando, que são:
1)- Dá para considerar que a força do peixe é o dobro de seu peso;
2)- Que em razão disto, pode-se escolher o diâmetro da linha de monofilamento adequada;
3)- O que facilita ou melhor torna possível a captura dos mesmos é o equipamento, portanto, molinetes ou carretilhas por aramazenar uma metragem maior e acima de tudo, A PACIÊNCIA daquela pecinha atrás da vara, que determina o sucesso ou fracasso da captura;
4)- Diante disto, como pescamos tilápias com varas telescópicas de mão, que as linhas ficam limitadas ao tamanho das mesmas, bem como,recomenda-se linhas entre 25 a 30mm de bôa procedência;
5)- Agora um outro detalhe comprovado:
No caso de nossas varas, se usamos aquelas de emenda curta com ponteira fina, a briga é maior do que nas horas varas de emenda longa e ponteira grossa, porem nestas, podemos fazer uma adaptação:
"Passar a linha pelo interior da mesma, amarrá-la num elástico grosso de até 50cm, aqueles de "soro" encontrado em farmácias, o qual deve ser preso no cabo da vara, que o próprio, esticando e voltando ao tamanho normal, ajuda á cansar o peixe. Diga-se de passagem, que existe no mercado varas já preparadas, com a diferença que custam dependendo da loja "o olho da cara", que virou uma "febre" na pesca da taínha, portanto, creio que postei um artigo falando disso.
5)- Por outro lado, diante do tamanho das mesmas, corre-se o risco de ver as linhas partidas próximo ao anzol em razão da "serrilha" que as "maiores" tem na boca, problema que pode ser resolvido, amarrando o anzol numa linha de multifilamento de menor espessura, com uns 20cm e mais;
6)- O anzol pode ser o 14 ou 12 tambem finos na espessura, (tipo os da Woner) ou semelhantes de outras marcas, pois menores,para tilápias de maior peso, podem escapar da boca das mesmas na hora da fisgada.
7)- Além do acima exposto, por invenção minha, "tabajara é claro: existe a possibilidade de prepararmos nossas varas de emenda curta, adaptando nelas passadores e utilizarmos molinetes ou carretilhas, pelo que expux acima,inclusive o uso de linhas de diâmetro mais fino do que o recomendado.
E que venham as tilápias, pois a realidade é que tudo irá depender muito mais daquela pecinha atrás da vara, na qual me incluo.
Abraços á todos...de longe... pois exceto meus filhos, se me virem abraçados com homens, com certeza é briga!

O PEDRÃO BOTOU AREIA NO SANTA CECILIA




Foi com muita euforia que postei o artigo anterior, por outro lado, sempre encontramos um “bode expiatório” quando as coisas não ocorrem como desejamos.
Ontem e hoje, estivemos por lá e de cara, uma “desagradável surpresa”, o nível das águas das maiorias das cavas subiu de sábado para cá.
Foi decepcionante não só para mim, bem como para o Casemiro, Barbosa e o Mosquito.
Lá ocorre o seguinte: Quando chove na serra do mar, dias depois, aumenta o volume de águas que vão para os rios da região e nos fundos desta propriedade, existe o rio miringuava, que enche uma cava e esta as demais, pois há ligações entre elas com tubos de pvc.
Assim sendo nestas alturas que responsabilizamos o comandantes dos céus, São Pedro, que com certeza é mais poderoso que a N.S.das Tilápias e manda no pedaço.
Mais cá entre nós, nossa tristeza é infinitamente menor, do que aquela que vem ocorrendo em Morretes, Antonia e Parananaguá, diante dos estragos que a chuva do final de semana causou a milhares de moradores, que comentários são desnecessários, pois, informações tem sido divulgadas á todo momento e é de conhecimento de todos. Se nossa tragédia local já é grande, incomparavelmente maior é aquela do Japão, que sem desmerecê-la,que também não adianta comentar.
Na verdade, usar o Pedrão como “ expiação” é muito confortável, então, pelo menos naquilo que li na Internet, havia a informação que a partir da segunda quinzena de novembro passado em diante, o fenômeno La Nina, traria as chuvas que o País inteiro vem sofrendo.
Agora com o terremoto no Japão, seguido do Tsunami, sem desmerecer o perigo da radiação que podem ocorrer com problemas em suas usinas, haja desgraças!
Como diz o ditado: HÁ MALES QUE VEM PRO BÉM, pelo menos no que tange á estas usinas, alguns países já tomaram algumas decisões e para não me estender no assunto, cuja importância é indiscutível, faço apenas mais alguns questionamentos, claro que como leigo no assunto:
“Será que nossas usinas de Angra, estão mesmo protegidas como estão alardeando nossas autoridades?”
“Por trás das declarações, não existe apenas o “interesse” na conclusão da Angra 3 e outras que estão sendo planejadas”.
“ E a grana que corre nisto tudo, principalmente aquela “por baixo do pano” ou o conluio entre as autoridades e as empreiteiras?”
“Já não basta o que as usinas hidroelétricas fazem ao meio ambiente?”
Que as respostas fiquem aos governantes e autoridades, com uma única certeza, se existirem tragédias quem pagará o preço “mais uma vez” é a sociedade, certo?
Fugi do tema, pela relevância do assunto, então voltando ao mesmo:
Por sorte, ainda tem uma cava que isto não aconteceu, então imaginem onde a “curriola” se alojou nos barrancos?
Dos “mal acabados” que citei, fui o único que tive a "sorte" de NÃO PEGAR NADA, nestes dois dias, penso que o motivo maior, foi a INVEJA que senti no sábado, do “Mosquito” ter capturado aquelas duas “bocudas” de quase três quilos.
O castigo veio á cavalo, então, humildemente peço perdão ao Pedrão, á N.Sra.das tilápias, pois o que não posso é deixar de ver minhas pegadeiras invergar.
Por outro lado, se meus fracassos se devem á inveja daqueles que leram a matéria anterior, dos meus companheiros do capivari para quem contei meus sucessos, então retiro o perdão.
Vão ter "olho gordo" lá no...não sei onde!
Sei o que vocês estão pensando:
“Quanto papo furado!”
Mais parafraseando:” Quem não tem dinheiro, conta estória”.
Me aguardem...quanta pretensão.

domingo, 13 de março de 2011

COISAS INCONFESSÁVEIS DE TILAPEIROS



E certamente de outros pescadores:
Se está lá nos pesqueiros tradicionais, batendo um “papo”, furado na maioria das vezes, de repente o barulho de mais um carro vindo na estrada...
Silêncio momentâneo, quem estará chegando?
Opa! Um companheiro de todas as horas...
Beleza, ainda mais se ele for um daqueles que sempre volta pra casa “sapateiro”!
Êpa! Não é, outro concorrente...
Que saco, mais um para “azucrinar” no pedaço.
O cara pára o carro e pergunta:
Então, como estão as coisas, ta saindo muita tilápia?
Que nada meu, a coisa ta russa...
Pode nem ser verdade, a verdade é que “disfarçadamente” queremos enganar o trouxa, quase sempre esperando que ele se mande para outro local de pescaria?
Mais não adianta, o cara está determinado, não irá desistir facilmente, então, nova pergunta:
Tem algum lugar disponível?
Ih! Bicho está meio difícil, tem um pesqueiro ali ó, mais está desocupado porque tem muito enrosco.
Pode até ser verdade, exceto ser outra tentativa de fazer o cara desistir, especialmente, pelo medo que o sujeito seja um daqueles que sempre se dá bem, pois geralmente conhecemos a figura.
Pura sacanagem fica-se na expectativa que ele escolha outro e este sim, o que mais tem é enrosco.
Pior ainda, se o “infeliz” concordar em pegar aquele pesqueiro ao lado do nosso, independente se no nosso “lavamos a égua ou ficamos sapateiro”.
O “cara” desce do carro, vai dar uma olhadinha...
Volta e começa a descarregar as tralhas...danou-se.
Com aquela “boa vontade” de mentirinha é claro, ajudamos com as mesmas, quando então, ele pergunta:
Quem pescou aqui jogou muita ceva?
Olha companheiro ( uma ova, para não dizer seu chato), o cara encheu da mesma, jogou um baldão de milho picado, pelo menos uns 10 kilos de ração, encheu a pança dos peixes e acabou não pegando nada.
A verdade é que o antecessor, não fez nada daquilo e por ter se dado bem, resolveu ir embora, então, é mais uma tentativa de “ passar um facão” no sujeito, aquilo que se faz num jogo de truque.
Daí em diante, deixamos as coisas na mão do destino, sem é claro, aproveitar pra meter o pau no sujeito, pois sempre se encontra algo para isto.
E tem mais, chega o momento que o cara trouxe consigo algumas espigas de milho melhores que as nossas ou então, aquele milho branco, que melhora os resultados da pescarias ou mesmo o capim, que o nossos que levamos já acabou ou secou, então dá para imaginar...
A gente chega no sujeito e diz:
Pô cara! Arranja-me um pedacinho de uma espiga de milho e se puder um maço de capim?
Com certeza, muito á contra gosto, o “babaca” atende o pedido e aproveita para dizer:
Olhe, não me leva a mal, mais não espalhe pois vou ficar uns treis dias pescando e não posso ceder mais as minhas iscas para os outros.
Mais como estamos afim de “apurrinhar” o concorrente, aguardamos á noite, para reclamar da luz do refletor que ele usa.
Na verdade, ela nem está incomodando, só é uma justificativa se o “cara” estiver se dando bem.
Se isto não funcionar, temos outras táticas:
Convidar o sujeito para tomar um cafezinho no acampamento ou comer alguma coisa. Tenham certeza, não é gentileza ou consideração, tudo é pretexto para dificultar as coisas para ele.
Bem, poderia estender o assunto, narrando outras “maracutaias”, coisas que possivelmente vocês estão pensando:
Poxa isto não é companheirismo!
É verdade, mais tenham também a certeza, que outros fazem o mesmo conosco e no final...
Bem, aí cada um tem sua estória.
E não venha com a “conversa” que você faz as coisas diferentes:
Truco cara!

sábado, 12 de março de 2011

AS TILAPIAS DO PESQUEIRO SANTA CECILIA


Gente, finalmente a N.S.da Tilápia, tem feito à alegria de nós tilapeiros, pois nesta últimas semanas tenho ido á este pesqueiro e elas estão nos dando trabalho, o tipo de trabalho que gosto, brigar com as bocudas, mesmo que se tenha de esperar algumas horas entre a briga com uma e depois com outra.
A existência de varias cavas de areia, onde em cada uma delas, pelo meu conhecimento e experiência, utilizo varas telescópicas de medidas adequadas á profundidade dos pesqueiros, meu desafio hoje foi:
a)- Pescar numa cava que a profundidade não passava de 2,00 metros, mais com um detalhe complicador:
“Em todas existe um tipo de capim nas margens e nesta, o mesmo alcançava uma distância de uns 4 metros no mínimo, então, o que facilitou foi ter uma abertura entre eles de uns 2 metros, por onde podia manusear as meninas quando fisgadas.
b)- Assim sendo, armei inicialmente quatro varas de 5 metros de comprimento, que somado a mais uns 5, 30 de linha, dá para imaginar que:
c)-Enxergar a movimentação sutil das peninhas, naquela distância, ainda mais considerando, que fui brindado por uma “catarata” no meu olho esquerdo, mais como dizem: “na terra de cego quem tem um olho bom é o que basta”, minha aventura tornou-se extraordinária;
d)-Some-se á isso, que as varas utilizadas foram aquelas de emenda curta e ponteira fina;
e) Pois bem, a primeira “bocuda” não era “aquela bocuda”, não passava de meio quilo, até foi tranqüilo trazê-la ao passaguá pela abertura no capim, mais a segunda...
A filha da....boa mãe brasileira, que pesou próximo á 1kg, “danada de esperta”, depois de fisgada, resolveu “bagunçar o coreto”, engatou uma “terceira” para o meio da cava e eu ali, com a vara envergada, cuidando para que a “malandra”, não tivesse chance de se dirigir e se meter na moita do capim para escapar.
Ufa! Finalmente consegui.
f) Passou o tempo, acho que quase uma hora e de repente, lá longe numa das varas, a peninha deu uma “andadinha”, não mais que uns 10 centímetro e eu a postos, dei a fisgada e aconteceu de tudo de novo, o acima relatado, com uma diferença, ao tentar manuseá-la pela abertura, a “miserável” simplesmente resolveu se enroscar nas linhas das outras três varas.
Dá para vocês imaginarem o “sufoco” não é mesmo?
Tentar alcançá-la com o passaguá, enquanto as outras linhas impediam, então, ter que fechar a emendas das outras varas e nem percebi que acabei enroscando a linha que ela estava fisgada num arbusto ao lado, resumo da ópera:
Ela se enfiou em algumas raízes de outros capim e “babau” e pior, esta devia pesar no mínimo uns dois quilos.
g) Mais como desgraça pouca é bobagem, pescar é sofrer no paraíso, demorei quase meia hora para refazer as linhas, porem, decidi pescar apenas com três varas, dado o espaço entre os capins e para evitar o mesmo narrado na próxima.
h) Isto feito, pegadeiras na água e poucos minutos depois, outra “bocuda de expressão”, que para variar, nem titubeou, embolou-se numa outra linha e mesmo assim, consegui trazê-la pela abertura, então...
Com a varinha “super envergada” ela simplesmente passou a “serrilha” de sua boca na linha que foi parar nas árvores atrás do pesqueiro.
Aí chegou o meio dia e a partir deste horário como de hábito, pára tudo, a barriga já estava roncando, hora de “puxar o carro”, então recolher as pegadeiras, limpar o barro dos suportes das mesmas, da cadeira e levar a tranqueira para o carro, que pelo menos nisso, estava bem próximo ao pesqueiro.
i)E agora vejam o que aconteceu e me digam se não é para morrer de inveja, outro tilapeiro, que conheço pelo apelido de “mosquito”, estava brigando com uma tilápia em outra cava e pelos menos outros cinco assistindo.
ii)Pois bem, ele adaptou carretilhas em suas varas telescópicas e pesca no sistema tradicional e na ponta da linha, lá estava o peixe brigando no fundo e coincidentemente a mesma preocupação que não alcançasse o capim da cava ;
iii)A torcida ( invejosos diga-se de passagem- secando), o peixe vinha pelo fundo até próximo a margem e se arrancava para o meio da cava;
iv)Uns 15 ou 20 minutos depois, o Casimiro que foi ajudar, conseguiu capturá-la no passaguá.
v)Ninguém tinha uma balança, mais a tilápia devia pesar pelo menos uns 3 quilos e por sacanagem foi a segunda do mesmo porte que ele pegou, com mais um detalhe:
vi)Ele usa linha diâmetro 20mm até o girador e 15mm abaixo e anzol...um pouco maior daqueles de lambari.
Adivinhem qual pesqueiro vou ocupar na segunda feira?
E viva o pesqueiro Santa Cecília e suas ( ou nossas) tilápias nativas, pena que a partir de abril acaba a temporada.
Em tempo: Estou até pensando em mudar o nome do meu blog, en vez de MarcãoCapivari, quem sabe devo chamá-lo por enquanto de Marcão do Santa Cecilia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

LINHAS DE PESCA - MAIS UMA INOVAÇÃO


É isso que dá, a gente vai pesquisar um assunto na Internet e encontra outro senão igual, porem de maior importância daquilo que se está procurando e desta feita, destaco a invenção de Linhas de Pesca Biodegradaveis:
As linhas de pesca tradicionais são feitas de derivados de petróleo só começam a degradar-se passados 600 anos colocando em risco a vida marinha que nelas se emaranhem.
Mas a BioDegradeable Fishing Line é a primeira linha de pesca biodegradável a ser comercializada.
Após 2-5 anos exposta aos elementos começa a ficar bastante degradada permitindo que qualquer forma de vida que tenha ficado presa nela se consiga libertar facilmente.
O conceito na origem da sua criação surgiu numa companhia que produzia fios usados nas suturas médicas que eram absorvidos pelo corpo humanos após cirurgia.
Esta linha estará disponível em resistências que vão desde 2kg até 5kg.
Fonte: Coolest Gadgets
Meu comentário: Não sei se esta linha já está disponível em nosso mercado, mais seu conceito também irá contribuir sobremaneira na pesca esportiva com seus objetivos de preservação, concordam?

LINHAS DE Monofilamento X Multifilamento


Validando o velho ditado que diz: "quem não cria copia", bem como motivado pela informação de meu filho sobre as característica de uma linha que ele comprou e não lembrava o nome e modelo, resolvi pesquisar na Internet e a cheia a matéria abaixo que reproduzo, para orientação daqueles que nada sabem a respeito:
Qual a melhor opção durante a pescaria?
A tradicional linha de monofilamento ou a mais recente e moderna linha de multifilamento? Ambas têm as suas vantagens e desvantagens. Para cada tipo de pescaria, um tipo de linha ideal.
A linha de monofilamento (nylon) foi inventada por ocasião da 2ª Guerra Mundial, e ao longo desse anos evoluiu muito e se mostra como a preferida da grande maioria dos pescadores, por seu baixo custo, opções de diâmetro e resistência, e suas várias aplicações.
Entretanto, surgiu na década passada uma nova opção de linha de pesca, que é a linha de multifilamento. Essa linha relativamente nova é fabricada com fibras sintéticas muito finas (chamadas Dyneema ou Spectra), que são trançadas ou “fundidas”, sendo que algumas recebem tratamento de superfície para reduzir sua aspereza.
As linhas de multifilamento trouxeram como características próprias a sua enorme resistência (são pelo menos duas vezes e meia mais resistentes que os monofilamentos de mesmo diâmetro), sua elasticidade que é quase nula (melhor sensibilidade e resposta imediata nas fisgadas), a virtual inexistência de memória (estão sempre livres, sem efeito de mola), e sua durabilidade, que é muito maior em uso normal.
Essas “superlinhas”, como são também chamadas, foram desenvolvidas inicialmente para a pesca no mar, a grandes profundidades, onde o movimento do peixe na outra extremidade pode ser sentido com facilidade e a fisgada tem efeito imediato. São ótimas também para a pesca de corrico, pois por serem muito mais finas oferecem menor resistência à água, permitindo que a isca alcance e se mantenha na profundidade desejada. As multi são também efetivas na pesca de peixes de boca dura, como dourados e cachorras, onde a fisgada tem de ser mais firme.
Acontece que as linhas de multifilamento têm também seus senões, que devem ser avaliados pelos pescadores antes de se decidirem em adotá-las. Vejamos:
- Preço: as linhas de multifilamento são ainda muito caras, se comparadas com as de monofilamento, diríamos em média três vezes mais caras.
- As linhas de multifilamento têm a tendência de se “enterrar” em si próprias no carretel, provocando as famosas cabeleiras (isso pode ser evitado se a linha for enrolada cuidadosamente e bem apertada, repetindo-se ocasionalmente essa operação)
- O uso da linha multifilamento requer regulagem diferente no freio da carretilha (ou molinete), usando-se menos frenagem, para compensar a falta de elasticidade e a pronta resposta que essa linha tem na fisgada.
- Linhas de multifilamento são usualmente ásperas em sua superfície, e danosas tanto para as varas que não sejam apropriadas ao seu uso (passadores revestidos de titânio) como também, sendo bem mais finas, são perigosas e cortantes se manuseadas sem proteção, em caso de enroscos, etc.
- As linhas de multifilamento são opacas e portanto visíveis na água, e usualmente requerem um líder de monofilamento ou de fluorcarbono, para maior dissimulação da isca.
- Embora as linhas de multifilamento sejam muito resistentes e duráveis em uso normal, se mostram frágeis quando entram em atrito com estruturas, como quinas de pedras. Se a linha “ralar” numa dessas quinas, começam a romper os microfilamentos, até a completa ruptura da linha. Esse é outro motivo para serem usadas com um líder de fluorcarbono ou de monofilamento mais grosso.
- Registramos ainda que as linhas multifilamento são mais difíceis em relação aos nós, seja para amarrar equipamentos terminais (anzóis, iscas, giradores), como para emendar duas linhas diferentes, requerendo nós especiais e mais trabalhados. Os nós têm de ser bem feitos e testados, pois essas linhas tendem a “escorregar” quando os nós não são apropriados. Elas são também difíceis de cortar, requerendo tesouras serrilhadas ou canivetes bem afiados.
Foi natural que os fabricantes das linhas de monofilamento reagissem à concorrência das novas linhas, lançando no mercado novos produtos, melhorando a qualidade e resistência das linhas, tanto em relação à ruptura como quanto à abrasão. Foram também melhoradas a maciez, a resistência aos nós e a redução da “memória” das mono, com o surgimento das linhas chamadas de copolímeros. Essas linhas são basicamente um miolo mais duro e resistente, revestido de uma resina que torna a linha mais macia e de baixa memória. Surgiram também linhas que receberam um tratamento de superfície com flúor (“fluor coated”), o que melhorou também o atrito da linha nos passadores e a distância de arremesso.
Linhas de monofilamento ou de multifilamento?
O pescador deverá escolher o que for melhor para sua pescaria.
-x-x-x-x-x-x-
Tudo isto comprova que sempre podemos aprender e ensinar na diversidade.
Abraços.